Um dos momentos mais divertidos do processo que nos leva à condição de pais é, além das inúmeras tentativas para atingir esse status, escolher o nome da criança. Eu e minha esposa percebemos isso quando ainda namorávamos e nem tínhamos intenção imediata de termos um bebê.
Eventualmente, brincávamos acerca da possibilidade de que um nome ou outro seria bom para um filho. Ela fazia isso porque era importante sonhar com um futuro bacana no qual continuávamos juntos e formávamos família. Eu, além desse motivo, entrava no jogo porque me parecia um desafio único.
Sim, escolher o nome da criança era, para mim, um desafio. Porque encontrar uma pessoa que goste do próprio nome é quase tão difícil quanto achar uma mulher que esteja satisfeita com o próprio cabelo. Por algum motivo, passei anos observando por que isso ocorria, e notei que cada nome carrega consigo problemas únicos.
Imagine passar sua vida tendo que explicar como escreve seu nome. Na escola, no trabalho, em uma agência de viagens. Cada vez que você disser seu nome e alguém precisar escrever em uma simples folha de papel, pedirá a você que soletre. Seria muito chato, mas é o que ocorre quando seu nome pode ser escrito com V ou W, por exemplo. Os Wilson sabem do que estou falando. Os Vagner também.
Esse é só um exemplo. Mas a responsabilidade da escolha de um nome para o bebê vai além disso. Você precisa saber o contexto do nome. Quem foram as pessoas na história que tiveram esse nome? É fundamental para saber que tipo de bullying ela vai sofrer na escola.
O nome rima com o quê? Qual seria a abreviatura? Combina com a pronúncia do sobrenome? Porque duas proparoxítonas seria algo terrível para ler e escrever... Se for um nome com A, será a primeira pessoa em todas as listas. Se for com Z, será a última. E ainda há quem acredite que a numerologia pode interferir na personalidade da criança, e que é o nome que irá determinar, em boa medida, quem ela será.
Tudo isso é até exagero. Mas, o mais importante, o que você precisa ter consciência, é: você está escolhendo o nome de uma nova pessoa. Essa escolha é para essa pessoinha que está vindo. Não é para você, nem para sua família. Então, esqueça essa história de homenagear o jogador de futebol que fez o gol memorável do Brasil na Copa de 2018. E nem pense em dar o nome do bisavô, que com certeza era um cara legal, mas se chamava Hermenegildo (Desculpe quem tiver esse nome, mas sei que não foi fácil a infância e, de acordo com o Google, significa "aquele que faz sacrifício aos deuses"). Evite misturar o seu nome com o da sua esposa. Já não basta ter misturado o DNA?!
Não faça da escolha uma obrigação logo de imediato. Há tempo para a decisão. Primeiro, analise com sua companheira as experiências próximas, como nomes de pessoas que vocês gostam de pronunciar ou com quem se identificam. Isso pode ser feito antes mesmo de saberem o sexo do bebê. Verifiquem algumas dessas questões mais práticas que apontei, criem uma lista de nomes mais cotados para cada sexo... e decidam sem a interferência do resto da família. Apenas anunciem o nome, após concluída a votação do casal.
Ah, e uma dica muito importante: Nunca, jamais, em hipótese alguma, ouse colocar em uma filha o nome de uma ex-namorada. Se a tua mulher um dia descobrir, meu amigo, você terá um problema. Não, eu não fiz isso. Porque também refleti sobre essa questão.
É isso.
No próximo capítulo, vou te preparar para algumas mudanças que estão por vir, com a chegada do bebê.
Eventualmente, brincávamos acerca da possibilidade de que um nome ou outro seria bom para um filho. Ela fazia isso porque era importante sonhar com um futuro bacana no qual continuávamos juntos e formávamos família. Eu, além desse motivo, entrava no jogo porque me parecia um desafio único.
Sim, escolher o nome da criança era, para mim, um desafio. Porque encontrar uma pessoa que goste do próprio nome é quase tão difícil quanto achar uma mulher que esteja satisfeita com o próprio cabelo. Por algum motivo, passei anos observando por que isso ocorria, e notei que cada nome carrega consigo problemas únicos.
Imagine passar sua vida tendo que explicar como escreve seu nome. Na escola, no trabalho, em uma agência de viagens. Cada vez que você disser seu nome e alguém precisar escrever em uma simples folha de papel, pedirá a você que soletre. Seria muito chato, mas é o que ocorre quando seu nome pode ser escrito com V ou W, por exemplo. Os Wilson sabem do que estou falando. Os Vagner também.
Esse é só um exemplo. Mas a responsabilidade da escolha de um nome para o bebê vai além disso. Você precisa saber o contexto do nome. Quem foram as pessoas na história que tiveram esse nome? É fundamental para saber que tipo de bullying ela vai sofrer na escola.
O nome rima com o quê? Qual seria a abreviatura? Combina com a pronúncia do sobrenome? Porque duas proparoxítonas seria algo terrível para ler e escrever... Se for um nome com A, será a primeira pessoa em todas as listas. Se for com Z, será a última. E ainda há quem acredite que a numerologia pode interferir na personalidade da criança, e que é o nome que irá determinar, em boa medida, quem ela será.
Tudo isso é até exagero. Mas, o mais importante, o que você precisa ter consciência, é: você está escolhendo o nome de uma nova pessoa. Essa escolha é para essa pessoinha que está vindo. Não é para você, nem para sua família. Então, esqueça essa história de homenagear o jogador de futebol que fez o gol memorável do Brasil na Copa de 2018. E nem pense em dar o nome do bisavô, que com certeza era um cara legal, mas se chamava Hermenegildo (Desculpe quem tiver esse nome, mas sei que não foi fácil a infância e, de acordo com o Google, significa "aquele que faz sacrifício aos deuses"). Evite misturar o seu nome com o da sua esposa. Já não basta ter misturado o DNA?!
Não faça da escolha uma obrigação logo de imediato. Há tempo para a decisão. Primeiro, analise com sua companheira as experiências próximas, como nomes de pessoas que vocês gostam de pronunciar ou com quem se identificam. Isso pode ser feito antes mesmo de saberem o sexo do bebê. Verifiquem algumas dessas questões mais práticas que apontei, criem uma lista de nomes mais cotados para cada sexo... e decidam sem a interferência do resto da família. Apenas anunciem o nome, após concluída a votação do casal.
Ah, e uma dica muito importante: Nunca, jamais, em hipótese alguma, ouse colocar em uma filha o nome de uma ex-namorada. Se a tua mulher um dia descobrir, meu amigo, você terá um problema. Não, eu não fiz isso. Porque também refleti sobre essa questão.
É isso.
No próximo capítulo, vou te preparar para algumas mudanças que estão por vir, com a chegada do bebê.

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